'Sua morte é uma grande perda afetiva', diz Antonio Nóbrega

Criador do Teatro Brincante conhecia Campos desde pequeno

O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2014 | 21h34

Criador do Teatro Brincante, o ator, bailarino, coreógrafo, escritor e músico Antonio Nóbrega era muito ligado a Eduardo Campos. Com a voz embargada, concedeu o seguinte depoimento sobre a morte do candidato:

“Estou consternado. A morte de Ariano Suassuna já tinha me deixado atônito e, agora, essa notícia. Perde o Recife, perde a política brasileira: Eduardo era um fato novo que poderia trazer menos de polarização política para o País. 

Conhecia Eduardo desde menino. Tínhamos 12 anos de diferença, fui seu professor de música no Instituto Capibaribe, no Recife. Era um garoto muito irrequieto e buliçoso, tinha 8 anos no máximo. Na casa de Ariano, sempre nos encontrávamos com nossas famílias, todas muito próximas. 

O pai dele, Maximiano Campos, era escritor, poeta. A mãe, Ana Arraes, é muito amiga. E a mulher de Eduardo, Renata, era sobrinha de Ariano. Meu próprio pai trabalhou com Miguel Arraes, ambos sertanejos, dirigindo o Departamento de Saúde Pública do Recife. No último Carnaval, estive com ele no Recife. Não tenho ligações partidárias, tinha relações familiares e particulares com ele e sua família. É uma perda afetiva, um buraco que gasta tempo para reconstruir.”

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