STJ rejeita soltura a executivos e a operador do PMDB

STJ rejeita soltura a executivos e a operador do PMDB

O trio Fernando Antonio Falcão Soares, José Adelmário Pinheiro Filho, Mateus Coutinho de Sá Oliveira está detido desde meados de novembro e a expectativa é de que passem a virada do ano na prisão

O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2014 | 02h04

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Francisco Falcão, negou pedidos para libertar três pessoas presas após a deflagração da sétima fase da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, em novembro.

São elas o lobista Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, apontado pela PF como operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobrás, o presidente da OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, e o diretor financeiro da empreiteira, Mateus Coutinho de Sá Oliveira.

O trio está detido desde meados de novembro e a expectativa é de que passem a virada do ano na prisão. As decisões de Falcão, que rejeitou três pedidos de liminar em habeas corpus, foram divulgadas ontem pela assessoria de imprensa do STJ. Os pedidos de liminar foram apresentados ao tribunal antes do Natal. A defesa de Fernando Baiano entrou com o recurso no STJ no dia 24 e os dirigentes da OAS, um dia antes.

Recentemente, Baiano e os representantes da OAS tornaram-se réus na Justiça por envolvimento em crimes como corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao negar as liminares para os integrantes da OAS, o presidente do STJ disse que o tribunal tem entendido que a "gravidade" dos crimes cometidos por determinados grupos justifica a manutenção das prisões preventivas. Falcão lembrou que, no caso, estão sendo supostamente praticados crimes contra a administração pública e fraude a licitações. Ele ainda recusou o pedido de substituir a prisão preventiva de Léo Pinheiro e de Oliveira por outras medidas de restrição de liberdade. / RICARDO BRITO

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