STJ nega pedido da defesa para manter Arruda em hospital

Governador cassado do DF foi submetido nesta quinta-feira a exames em hospital de Brasília

ROSANA DE CASSIA, da Agência Estado

19 de março de 2010 | 09h04

O ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou nesta quinta-feira, 18, à noite o pedido da defesa do governador afastado, José Roberto Arruda, para que ele permanecesse no hospital, ao menos pelos próximos dias, para se tratar de lesão coronariana, constatada em exame realizado ontem. O ministro considerou que o documento médico, anexado ao pedido da defesa de Arruda, não indica a necessidade de imediata hospitalização. Quanto ao pedido de prisão domiciliar e de liberdade provisória, o ministro determinou que o Ministério Público seja ouvido.

 

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Arruda passou a quinta-feira no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (IC-DF), onde foi submetido a um cateterismo e também a um ecocardiografia. Ele passou a noite internado no Instituto de Cardiologia do DF (Incor), se recuperando de um cateterismo, e deixou o local em uma caminhonete da Polícia Federal pela manhã. O médico Brasil Caiado, que acompanha o governador, disse ontem que a manutenção de Arruda na prisão na superintendência da Polícia Federal pode contribuir para a evolução da doença coronariana detectada nele. "A gente sabe que o ambiente a que hoje ele está submetido é um ambiente de maior estresse, isso com certeza ajudaria na progressão de uma doença coronária", afirmou.

 

O governador cassado do Distrito Federal está preso na superintendência da Polícia Federal há pouco mais de um mês, acusado de tentar subornar uma testemunha do "mensalão do DEM", esquema de corrupção que seria chefiado por ele. Na terça-feira, 16, o Tribunal Regional Eleitoral cassou o mandato de Arruda por infidelidade partidária, mas ainda cabe recurso. Na Câmara Legislativa, ele é alvo de processo de impeachment.

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