STJ nega liberdade a acusado de matar Dorothy Stang

Justiça recusou pedido de liminar feito pela defesa de Regivaldo Pereira Galvão, apontado pelo Ministério Público como mandante do crime

Solange Spigliatti, do estadão.com.br

06 de fevereiro de 2012 | 13h50

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade a Regivaldo Pereira Galvão, um dos envolvidos no assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, no Pará. O relator do caso, desembargador convocado Adilson Vieira Macabu, considerou não haver elementos que justificassem sua libertação.

Regivaldo Galvão, também conhecido como Taradão, foi acusado pelo Ministério Público de ser um dos mandantes do crime. Ele foi condenado a 30 anos de prisão e o Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), ao rejeitar a apelação, decretou sua prisão cautelar. O pedido de habeas corpus foi feito para que o réu pudesse permanecer em liberdade até o julgamento do último recurso contra a condenação.

Naturalizada brasileira, a religiosa norte-americana Dorothy Stang, de 73 anos de idade, foi assassinada com seis tiros. Sua morte ocorreu em uma estrada de terra de difícil acesso, a 53 quilômetros da sede do município de Anapu. Além de Regivaldo Galvão, mais quatro pessoas foram condenadas pelo assassinato. Entre eles um fazendeiro Arnair Feijoli, apontado como intermediário entre fazendeiros interessados no crime e os pistoleiros.

A missionária já havia recebido ameaças de morte pelos trabalhos sociais que prestava na região. Ela buscava a geração de emprego e renda com projetos de reflorestamento em áreas degradadas, com trabalhadores rurais da área da Rodovia Transamazônica. Dorothy buscava também minimizar os conflitos fundiários na região.

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