STJ nega habeas corpus a acusado da morte de vereador

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a ordem de prisão contra o ex-diretor de Educação de Analândia, Luiz Carlos Perin, acusado de ser o mandante do assassinato do vereador Evaldo José Nalin (DEM), em outubro de 2010. Em despacho publicado nesta segunda-feira, a Quinta Turma do STJ negou pedido habeas corpus impetrado pelos advogados do acusado para que a ordem de prisão fosse revogada. Desde que teve a nova prisão preventiva decretada pelo Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, na semana passada, Perin está foragido.

JOSÉ MARIA TOMAZELA, Agência Estado

28 de janeiro de 2013 | 18h09

O vereador Nalin foi morto a tiros por um homem encapuzado que invadiu sua casa, no centro de Analândia, cidade da região de São Carlos, no interior paulista. A Justiça entendeu que o crime fora político. O vereador atacava a administração do município, controlada pela família do acusado - seu irmão, José Roberto Perin, foi prefeito da cidade. Testemunhas disseram que o suspeito havia se encontrado com o autor dos disparos, um conhecido "matador", dois dias antes do crime. Escutas telefônicas flagraram conversas entre os dois. Acusado de intimidar testemunhas, Perin ficou seis meses na prisão, até ser solto com base num vídeo que o TJ entendeu ser falso. Se for preso, ele deverá ser levado a júri popular. Os advogados ainda vão tentar um novo recurso.

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