STJ determina que PF marque depoimento de José Arruda

O pedido para acelerar as investigações foi feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel

Agência Brasil

24 de março de 2010 | 16h50

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Fernando Gonçalves determinou nesta quarta-feira, 24, que a Polícia Federal marque o depoimento do ex-governador do Distrito Federal (DF) José Roberto Arruda (sem partido) e do ex-secretário de Comunicação Welligton Moraes, presos por tentar subornar uma testemunha do esquema de arrecadação e distribuição de propina desarticulado durante a Operação Caixa de Pandora. O pedido para acelerar as investigações foi feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

 

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Ele encaminhou petição ao STJ para que sejam ouvidos também, em três dias a partir da decisão do ministro, o ex-vice-governador Paulo Octávio, o conselheiro do Tribunal de Contas do DF Domingos Lamoglia, e os ex-secretários Roberto Giffoni e Durval Barbosa - este é o delator do esquema de corrupção. Em dez dias, devem ser ouvidos todos os que aparecem nos vídeos recebendo dinheiro de Durval Barbosa.

 

A decisão de Fernando Gonçalves também deverá apressar as diligências e perícias pendentes. A Polícia Federal deve concluir, em dez dias, a análise do material apreendido, incluindo o eletrônico, e dos dados que são objeto de quebra de sigilo, além das perícias em andamento. Deverá ainda juntar aos autos do inquérito os contratos de prestação de serviços firmados com o governo do Distrito Federal citados por Durval Barbosa nas denúncias. Em 15 dias, a PF deve apresentar um relatório sobre as diligências ainda necessárias para a investigação.

 

Hoje, Roberto Gurgel disse que o fim das diligências é condição para que Arruda seja posto em liberdade. Segundo ele, enquanto não terminar a fase da coleta de provas, há risco do ex-governador tentar interferir nas investigações.

 

"Ele deverá sair da prisão num prazo inferior a duas semanas, desde que consigamos produzir provas em relação às quais [o ex-governador] poderá influenciar", disse.

 

Na carta em que se despediu da vida pública, rejeitando a tentativa de reaver o mandato, Arruda se queixou de não ter sido ouvido, embora esteja preso desde 11 de fevereiro, por determinação do STJ.

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