STJ deixa de julgar recursos de executivos da Lava Jato

Quinta turma não analisou casos de Gerson Almada, executivo da Engevix e João Procópio Junqueira, suspeito de gerenciar na Suíça as contas do doleiro Alberto Youssef; eles permanecem presos

Talita Fernandes, O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2015 | 17h27

Brasília - Pedidos de habeas corpus de três investigados na Operação Lava Jato deixaram de ser julgados em sessão da quinta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nesta quinta-feira, 12, e, com isso, dois deles permanecem presos: Gerson Almada, executivo da Engevix e João Procópio Junqueira, suspeito de gerenciar na Suíça as contas do doleiro Alberto Youssef.

O ministro relator do caso no STJ, Newton Trisotto viu perda de objeto no pedido de habeas corpus do ex-diretor de Serviços Renato Duque, já que ele teve o recurso aceito pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na última terça-feira, e conquistou o direito de aguardar as investigações em liberdade. O recurso de Almada também não tinha mais objeto para ser analisado por questionar uma decisão liminar que já foi confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. 

Novos julgamentos. A expectativa é de que a quinta turma do STJ, encarregada de julgar questões criminais, volte a discutir recursos dos investigados na Operação Lava Jato ainda este mês. Está previsto também o julgamento de um recurso de habeas corpus do doleiro Carlos Habib Chater, dono do posto da Torre, em Brasília, que motivou a Operação Lava Jato, deflagrada em março de 2014 para apurar um esquema de pagamento de propina envolvendo a Petrobrás. Os recursos devem voltar à pauta da turma no próximo dia 24.

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