STF: sem reajuste, 'Judiciário entra em colapso'

O Supremo Tribunal Federal (STF) rebateu hoje a crítica feita pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, de que o reajuste dos salários dos servidores do Judiciário seria "delirante". O diretor-geral do STF, Alcides Diniz, afirmou que o reajuste de 56%, diluído em dois anos, servirá para aproximar os salários do Judiciário das carreiras correspondentes do Executivo e do Legislativo. "A gestão de pessoas é nossa, não é do Executivo", afirmou. Sem o reajuste, disse, "o Judiciário vai entrar em colapso".

FELIPE RECONDO, Agência Estado

11 de novembro de 2010 | 20h00

O reajuste evitaria, de acordo com Diniz, a evasão de servidores do Judiciário e diminuiria a dificuldade que o STF diz estar enfrentado para contratar servidores. Para preencher as 44 vagas de técnico judiciário, por exemplo, o STF teve de chamar até o 201º colocado no concurso. Isso porque o salário inicial do técnico judiciário é três vezes menor do que o pago para o técnico legislativo, argumentou.

Diniz afirmou que o compromisso firmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente do STF, Cezar Peluso, seria discutir o reajuste após as eleições, com a aquiescência do presidente eleito. E ele acrescentou que o presidente do Supremo vai exigir o cumprimento desse acerto.

Tudo o que sabemos sobre:
reajusteservidorJudiciário

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.