STF retoma sessão sobre penas do núcleo publicitário

Julgamento começa com o voto do ministro Marco Aurélio Mello sobre a pena de Marcos Valério

Ricardo Brito - Agência Estado,

25 de outubro de 2012 | 15h02

 BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, abriu nesta quinta-feira, 25, a 42ª sessão de apreciação do processo do mensalão. O julgamento será retomado nesta tarde com o voto do ministro Marco Aurélio Mello, único que ainda não se manifestou quanto a dose da pena a ser cumprida pelo publicitário Marcos Valério, apontado como operador do mensalão, por ter cometido os crimes de corrupção ativa, no caso da compra de votos dos parlamentares, e evasão de divisas.

Independentemente do voto de Marco Aurélio Mello, o destino do publicitário já foi selado pela Corte nos últimos dois dias. O tribunal aplicou oito penas para o operador do mensalão pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As penas impostas a Marcos Valério, se somadas, chegam a 40 anos, 1 mês e 6 dias e quase R$ 3 milhões em multas. Para concluir a apreciação das penas impostas ao publicitário, falta apenas o voto de Marco Aurélio Mello.

Na punição que impôs a maior pena a Marcos Valério por um crime, de 7 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa, o relator Joaquim Barbosa destacou que o envolvimento do publicitário na compra de parlamentares é a conduta "mais reprovável". "Os motivos dos crimes são extremamente graves. Os fatos e provas dos autos revelam que o crime foi praticado porque o PT, cujos correligionários vinham beneficiando as empresas às quais estava vinculado Marcos Valério, não detinha maioria na Câmara", concluiu.

A expectativa é de que, após apreciar as penas para Valério, o colegiado comece a avaliar as punições a pessoas do grupo do publicitário, como os antigos sócios dele, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach.

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