STF rejeita suspensão da investigação de Marcos Valério

O publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza fracassou na tentativa de suspender as investigações do Ministério Público de Minas Gerais sobre supostos repasses irregulares em 1998 para a campanha do senador Eduardo Azeredo ao governo do Estado. O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou um pedido de liminar dos advogados de Marcos Valério para que as apurações fossem suspensas. No pedido, a defesa argumentava que o publicitário já é investigado em um inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Joaquim Barbosa concluiu que não era necessária a suspensão das investigações do Ministério Público de Minas porque, segundo o ministro, Marcos Valério não corre o risco de sofrer dano irreparável ao prestar informações sobre o caso. Marcos Valério foi intimado pela Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte a prestar esclarecimentos no processo que investiga os supostos repasses irregulares.Marcos ValérioMarcos Valério é publicitário e tornou-se conhecido da cena política por seu envolvimento no escândalo do mensalão - valor que seria pago a parlamentares que votassem a favor do governo. De acordo com o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que denunciou o esquema, Valério seria o responsável pela distribuição dos pagamentos mensais, utilizando dinheiro supostamente proveniente de empresas estatais e privadas. As investigações revelaram que o publicitário realizou vultosos e sucessivos empréstimos junto a bancos privados, repassando-os ao PT, ao PSDB de Minas e a outros partidos. Tais empréstimos tinham como garantia os contratos das empresas de publicidade de Valério junto a órgãos públicos. Os repasses formariam o caixa 2 de campanha desses partidos. Texto atualizado às 20h37

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