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STF quer integralidade e paridade para futuros servidores

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Maurício Corrêa, defendeu hoje que também sejam garantidos para os futuros servidores públicos os direitos à aposentadoria integral e à paridade entre ativos e inativos. "Não há matemática que explique que isso possa dar prejuízo para a União ou causar impacto de natureza atuarial", afirmou o presidente do Supremo. Maurício Corrêa observou que os futuros servidores, que ingressarão após a promulgação da emenda, se aposentarão depois de 25 anos de carreira, 35 de contribuição e aos 65 anos de idade para homens ou 60 anos para mulheres. "A pessoa vai viver quantos anos depois? Dez, 15 no máximo?", indagou. "Será que os 35 anos de todo mundo não dão para sustentar?", questionou.Sobre o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que a leitura do relatório sobre a reforma seja adiada, Maurício Corrêa afirmou que, "se o Congresso aderir, que seja para acatar o que foi combinado com as lideranças (na semana passada)". Após encontro com Maurício Corrêa, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nilson Naves, também defendeu a garantia da integralidade e da paridade para os futuros juízes. "Como disse o presidente do Supremo, para os futuros a repercussão será daqui a 25 anos, quando o Brasil será outro e o sistema de Previdência também poderá ser outro". Ele rejeitou a idéia de ser criado um fundo de previdência complementar para magistrados. "O Judiciário não tem como gerir esse fundo", afirmou. "Esse fundo é gerido por empresas privadas", observou. "Nós vamos pôr uma empresa privada no Judiciário?", indagou. Segundo ele, a magistratura considera que isso não é adequado.

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