Pablo Valadares/AE
Pablo Valadares/AE

STF ouve defesa de Valdemar Costa Neto e mais dois ligados ao PL

Deputado federal, hoje no PR, renunciou ao cargo na época para não ser cassado; sétimo dia de julgamento do mensalão terá a defesa de outros quatro réus

O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2012 | 08h43

O sétimo dia do julgamento do mensalão terá como destaque a defesa de três réus ligados ao antigo PL (atual PR), entre eles o deputado Valdemar Costa Neto (SP). Acusado de receber R$ 8,8 milhões pelo esquema, o deputado renunciou ao mandato que exercia na época para não ser cassado. A sessão desta sexta-feira, 10, começa às 14h e será transmitida ao vivo pela TV Estadão.

 

De acordo com a acusação da Procuradoria, Valdemar Costa Neto usou uma empresa fantasma para disfarçar a origem do dinheiro. Sua defesa afirma que a quantia recebida era para pagar dívidas de campanha.

 

São ligados ao antigo PL também, os irmãos Jacinto de Souza Lamas e Antônio Souza Lamas. Jacinto trabalhava com Valdemar Costa Neto e foi tesoureiro do PL. Segundo a acusação, ele sacou R$ 1 milhão do valerioduto para o antigo partido. A defesa afirmará que seu cliente desconhecia a origem do dinheiro e apenas cumpriu ordens.

 

Contra Antonio Lamas, ex-assessor do PL, a acusação sustenta que ele sacou R$ 350 mil do valerioduto para seu irmão. De acordo com o advogado, Antônio Lamas também apenas cumpriu ordens. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no entanto, pediu sua absolvição por não haver provas sobre seu envolvimento no esquema.

 

Ainda nesta sexta, serão ouvidas as defesas de mais duas pessoas ligadas a empresas que, segundo a acusação, participaram da distribuição do dinheiro usado no esquema que visava a compra de apoio político no Congresso. O advogado de Breno Fischberg, ex-sócio da corretora Bônus Banval, alega que seu cliente desconhecia a origem e o destino do dinheiro. Segundo a Procuradoria, ele teria recebido R$ 11 milhões do valerioduto para repassar a pessoas ligadas ao PP.

 

Já a defesa de Carlos Alberto Quaglia, dono da corretora Natimar, afirmará que sua empresa foi usada nas transações financeiras sem sua autorização. De acordo com a acusação, Quaglia emprestou a corretora para que a Bônus Banval repassasse parte dos recursos destinados ao PP.

 

Transmissão. Além de assistir pela página da TV Estadão, o internauta pode conferir informações também pelo perfil do Twitter (@EstadaoPolitica) e do Facebook (facebook.com/politicaestadao). O portal conta com o apoio de especialistas da escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Direito GV, que durante as sessões vão explicar a linguagem e argumentação jurídica usada pelos ministros e advogados durante as sessões.

 

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