STF ouve defesa de ex-ministro em processo do mensalão

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, abriu, na tarde desta terça-feira, a penúltima sessão dedicada à defesa dos réus do processo do mensalão. Deverão falar advogados de três ex-deputados federais pelo PT, de um ex-ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva e de uma assessora parlamentar.

RICARDO BRITO, Agência Estado

14 de agosto de 2012 | 14h54

Entre os ex-deputados petistas, Luiz Carlos da Silva, o Professor Luizinho (SP). Ele é acusado pelo Ministério Público de ter recebido R$ 20 mil do esquema montado pelo publicitário Marcos Valério para votar favoravelmente ao governo. Sua defesa sustenta que o dinheiro foi sacado por um ex-assessor sem o seu conhecimento, e que o valor foi repassado ao PT.

Outro petista, o ex-deputado João Magno (MG), teria recebido R$ 360 mil do esquema. Segundo seu advogado, o dinheiro era para pagar dívidas de campanha. Por fim, a defesa de Paulo Rocha (BA), acusado de receber R$ 820 mil, também vai sustentar que o dinheiro era usado para quitar dívidas de campanha. A sua assessora parlamentar na época, Anita Leocádia, também foi acusada de envolvimento, por ter sacado R$ 620 mil pelo esquema. De acordo com seu advogado, no entanto, Anita apenas cumpriu ordens.

O último réu a apresentar defesa será o ex-ministro dos Transportes, Anderson Adauto (agora no PMDB), atual prefeito de Uberaba (MG). Segundo a acusação, ele recebeu R$ 950 mil e ajudou a montar o esquema de compra de apoio político no PTB. O ex-ministro nega participação no esquema e afirma que o valor foi usado para pagar dívidas de campanha. Todos os réus que serão ouvidos nesta terça-feira são acusados de lavagem de dinheiro. Anderson Adauto também responde por corrupção ativa.

Após as defesas desta terça-feira restarão apenas as sustentações de advogados de três réus, que serão ouvidos na quarta-feira: José Luiz Alves, ex-chefe de gabinete de Anderson Adauto no ministério e os publicitários Duda Mendonça e Zilmar Fernandes. Em seguida, os ministros devem começar a leitura dos votos. O primeiro será o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa. Com 1 mil páginas, a leitura do voto pode durar até quatro dias.

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