STF nega pedido do PSOL para desarquivar caso Gim Argello

O Senado arquivou o processo contra o suplente do senador Joaquim Roriz, suspeito na Operação Aquarela

25 de setembro de 2007 | 19h17

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes indeferiu liminar do PSOL contra decisão da Mesa Diretora do Senado Federal que arquivou representação do partido contra o senador Gim Argello (PMDB-DF), que assumiu a vaga de suplente de Joaquim Roriz, segundo informações do STF. O PSOL entrou com representação na Mesa Diretora do Senado contra o senador Gim Argello, por quebra de decoro parlamentar logo depois que ele tomou posse na vaga do Roriz, que renunciou ao mandato após ameaça de cassação por ser acusado de envolvimento na Operação Aquarela. Na representação contra Gim Argello, o PSOL alega que o suplente também estaria envolvido no mesmo esquema e não poderia assumir a vaga. O argumento do PSOL para propor o mandado de segurança no STF foi de que a Mesa Diretora do Senado não poderia arquivar a representação por quebra de decoro parlamentar, pois esta decisão deve ser tomada em Plenário, pela maioria dos parlamentares, conforme o Regimento Interno da Casa .  Processo contra senador tucano Nesta terça, o PSOL decidiu apresentar representação no Senado Federal contra o senador Eduardo Azeredo (PSDB), segundo a assessoria do partido. O senador é apontado pela Polícia Federal como mentor e principal beneficiário do esquema- que ficou conhecido como "mensalão mineiro"- que arrecadaria ilegalmente recursos para a campanha de sua reeleição ao governo do Estado.  A assessoria do partido disse ao estadao.com.br que, mesmo sabendo das dificuldades do processo seguir para o Conselho de Ética, irá apresentar a representação. Segundo a denúncia, o empresário Marcos Valério, acusado de ser o operador do esquema, tomava empréstimos milionários em bancos - especialmente o Rural -, que a seguir eram pagos com recursos desviados de empresas estatais mineiras.

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