STF nega pedido de aliado de Renan pelo voto secreto

Almeida Lima fez o pedido na última sexta-feira, sob argumento de que o processo é secreto e voto deve ser

Reuters

25 de setembro de 2007 | 15h13

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia indeferiu o pedido de liminar feito pelo senador Almeida Lima (PMDB-SE) para que a votação no Conselho de Ética em processos de cassação seja secreta. A discussão  voltou a debate após a absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) -acusado de ter despesas pessoais pagas por um lobista- ter sido decidida em sessão e votação secreta. Veja Também:   Especial: veja como foi a sessão que livrou Renan da cassação Cronologia do caso  Entenda os processos contra Renan  Fórum: dê a sua opinião sobre a decisão do Senado   Almeida Lima fez o pedido na sexta-feira ao STF em mandado de segurança sob o argumento de que se o processo é secreto no plenário do Senado, deve ser também sigiloso no Conselho de Ética. O senador pedia, caso o STF negasse o voto secreto, que as sessões do Conselho de Ética fossem suspensas até que o mérito do mandado fosse julgado. A ministra também negou o pedido. Almeida Lima tentava, com a votação secreta, angariar votos em favor do presidente do Senado. O senador pediu urgência do STF para que, já na sessão do conselho desta quarta-feira, o voto passasse a ser secreto.  Caso Schin suspenso no Senado O senador João Pedro (PT-AM), relator da segunda representação contra Renan Calheiros (PMDB-AL) no Senado, confirmou que vai apresentar nesta quarta-feira,  na reunião doConselho de Ética, pedido de sobrestamento (suspensão temporária) das investigações sobre o caso.  O petista havia dado indícios de que iria pedir o arquivamento do caso, mas a idéia agora é esperar até que as investigações sejam concluídas na Câmara dos Deputados, porque há o envolvimento do irmão de Renan, deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL).  Ele teria vendido uma fábrica com preço acima do de mercado para a cervejaria Schincariol. Em troca, a empresa, com dívidas de R$ 100 milhões no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), teria sido favorecida pelo senador Renan Calheiros junto à Previdência.    

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