STF nega habeas-corpus a Mazloum, Rocha e Costa Silva

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou, nesta quinta-feira, os habeas-corpus em que Cassem Mazloum, Vagner Rocha e Carlos Alberto da Costa Silva pediam o trancamento da ação penal por formação de quadrilha originada pela Operação Anaconda. Eles pediram a extensão do benefício dado ao juiz Ali Mazloum, que se livrou do processo na terça-feira. O ministro Gilmar Mendes entendeu que a extensão só pode ser concedida quando a situação dos réus é absolutamente idêntica, o que segundo ele, não aconteceu nos casos analisados.Com a negativa do Supremo, transcorreu normalmente o terceiro dia do julgamento dos 11 réus acusados de participar de um esquema de venda de sentenças judiciais apontado a partir das investigações da Anaconda. O julgamento começou às 09h20 e se estendeu até tarde da noite. Pela manhã, os 16 desembargadores do Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que reúne os magistrados mais antigos da corte, votaram 22 preliminares - questões processuais que antecedem o julgamento do mérito da causa. Todas foram rejeitadas - 20 por unanimidade. Outras 4 preliminares, listadas na pauta de julgamento de quarta-feira, não foram apreciadas porque haviam sido propostas pela defesa de Ali Mazloum, excluído do processo.Depois de uma hora de pausa para o almoço, os trabalhos da sessão secreta foram retomados às 15 horas. A relatora da ação, desembargadora Terezinha Cazerta, começou a proferir seu voto e, até as 22h30, não havia terminado. Segundo os advogados Laertes de Madedo Torrens, Wilson Rogério Constantino Martins e Daniela Pellin, o voto da relatora "se encaminha" para a condenação de grande parte dos réus.

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