STF não pode dar tratamento igual a desiguais, diz advogado de Magno

Para Wellington Valente, os 40 acusados serem julgados juntos é, no mínimo, 'injustiça'

23 de agosto de 2007 | 12h48

O advogado do ex-deputado federal João Magno de Moura, Wellington Valente, disse nesta quinta-feira, 23, que o Supremo Tribunal Federal (STF) não pode "dar tratamento igual aos desiguais", referindo-se às acusações de participação no esquema do mensalão contra seu cliente. "Isso é no mínimo praticar injustiça", afirmou.   O STF está no segundo dia do julgamento para decidir sobre a instauração de ação penal contra os 40 investigados no escândalo do mensalão. A denúncia divide os acusados em três núcleos e o STF não permitiu que os casos fossem julgados separadamente.   Acusado de lavagem de dinheiro, Magno foi absolvido na Câmara - com direito à dança de Ângela Guadagnin (PT-SP) - pelo plenário da Câmara da acusação de envolvimento no esquema do mensalão. Tentou, mas não conseguiu se reeleger.   Magno chegou a admitir que recebeu cerca R$ 400 mil, usados como caixa dois em campanha em Minas, mas disse que agiu sob orientação do Diretório Nacional do PT. "Ele recorreu à direção do PT para saldar as despesas", afirmou. Ainda segundo o advogado, Magno fez a devida prestação de contas dos valores, apresentada o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais.   O esquema do mensalão - pagamento de uma suposta mesada a parlamentares para votarem a favor de projetos do governo - foi denunciado por Roberto Jefferson, então deputado pelo PTB e presidente da legenda, que acabou sendo cassado por conta de seu envolvimento.   Segundo Jefferson, os pagamentos mensais chegavam a R$ 30 mil e o esquema de repasse do dinheiro era feito através de movimentações financeiras do empresário Marcos Valério. Dos acusados de envolvimento no esquema, foram cassados José Dirceu, Roberto Jefferson (PTB-RJ), que denunciou o mensalão, e Pedro Corrêa (PP-PE). Quatro parlamentares renunciaram para fugir do processo e 11 foram absolvidos.

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