STF não define data de julgamento do caso Palocci

Ex-ministro da Fazenda é acusado de envolvimento com a máfia do lixo, em Ribeirão Preto

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2008 | 17h37

O Supremo Tribunal Federal(STF)ainda não definiu uma data de quando irá colocar na pauta de julgamentos o inquérito contra o deputado e ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, acusado de peculato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de quadrilha por envolvimento com a máfia do lixo, em Ribeirão Preto.  Veja também:  Leia a reportagem do 'Estado' que resultou na queda de Palocci  O ministro Joaquim Barbosa, que pediu vista do processo, está de licença médica esta semana e só deverá retomar suas atividades na próxima semana. O então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, elogiado até pela oposição por sua rigidez no comando da economia, entregou o posto em 27 de março de 2006. Saiu três semanas após o jornal O Estado de S. Paulo publicar um relato do caseiro Francenildo dos Santos Costa, o Nildo, sobre festas e partilha de dinheiro em uma mansão no Lago Sul de Brasília, com participação de Palocci e da chamada "República de Ribeirão", encontro de lobistas em uma mansão em Brasília. Nos dias seguintes, Nildo teve o sigilo bancário violado, operação que derrubou não só Palocci como o comando da Caixa. Outras acusações Em 2005, Palocci foi indiciado no inquérito sobre a máfia do lixo em Ribeirão Preto - cidade que o ex-ministro administrou em duas ocasiões. Ele é acusado de licitações fraudulentas, desvio de dinheiro e recebimento de propina. Grande parte das acusações foi feita por Rogério Buratti. O empresário denunciou mensalão de R$ 50 mil que teria sido pago pela empreiteira Leão & Leão ao petista na época em que comandou a Prefeitura de Ribeirão pela segunda vez, entre 2000 e 2002. O empresário Rogério Buratti, principal testemunha do Ministério Público, já voltou atrás em suas acusações, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo na semana passada, mas o Supremo não tem acompanhado a dinâmica do caso. Buratti também envolveu o ex-ministro nas negociações da chamada "máfia do lixo", e na renovação de contrato da Gtech. As acusações nunca chegaram a ser provadas judicialmente.

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