STF mantém arquivado pedido de investigação dos aloprados

Segunda Turma da Corte nega recurso da coligação PSDB/PFL para investigar petistas

José Orenstein, do estadão.com.br

15 de setembro de 2010 | 15h16

SÃO PAULO - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira, 14, manter arquivado recurso que pedia a abertura de investigação de petistas envolvidos no caso que ficou conhecido como o "dossiê dos aloprados".

 

A decisão da Segunda Turma do STF foi unânime e negou o pedido apresentado pela coligação de PSDB e PFL. As investigações sobre o dossiê, revelado na reta final das eleições de 2006 e que visava atingir o então candidato ao governo de São Paulo, já haviam sido arquivadas por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em abril de 2007.

 

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Ainda em março deste ano, o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, havia negado recurso apresentado pela coligação PSDB/PFL. A coligação pedia a investigação pela Justiça Eleitoral do presidente Lula, do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, do então presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, do empresário Valdebran Padilha, do advogado Gedimar Passos, e do ex-assessor da Presidência Freud Godoy.

 

Em setembro de 2006, a Polícia Federal flagrou os petistas Padilha e Passos em São Paulo com cerca de R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo. O montante seria para a compra de dossiê que apontaria ligação de tucanos - em especial o ex-ministro da Saúde Serra - com a "máfia dos sanguessugas", organização infiltrada em setores do governo FHC para fraudes em licitações de compra de ambulâncias superfaturadas.

 

Na decisão do STF de ontem, foi seguida a decisão do TSE que apontava não haver comprovação da ligação do dinheiro apreendido com a campanha petista, tampouco indícios de que o dinheiro fosse oriundo de caixa dois, como alegava a coligação PSDB/PFL.

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