STF manda soltar Celso Pitta, Naji Nahas e mais nove

Eles foram presos na terça pela operação Satiagraha; mais cedo, PF voltou a prender o banqueiro Daniel Dantas

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo

10 de julho de 2008 | 18h50

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, concedeu habeas-corpus em favor libertando o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o investidor Naji Nahas e nove outros investigados pela Polícia Federal na Operação Satiagraha. Na operação, a PF investiga indícios de corrupção, tentativa de suborno, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Gilmar Mendes estendeu para eles a decisão que já havia beneficiado, na quarta-feira, o sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, a irmã deste, Verônica Dantas, e outros nove investigados. Os argumentos apresentados para liberar Pita, Nahas e os demais são os mesmos usados na quarta-feira para liberar Dantas, ou seja, que não haveria risco de ocultação ou destruição das provas pelos investigados. Mendes alegou que não haveria razões suficientes para manter os investigados presos. O banqueiro saiu da prisão na madrugada de hoje, mas, à tarde, foi novamente preso em São Paulo.  O habeas-corpus concedido nesta quinta por Gilmar Mendes não beneficia Daniel Dantas.  Veja também:Dantas ofereceu suborno de US$ 1 milhão para escapar da prisão, diz MPLeia a íntegra da decisão do STF que manda soltar Dantas STF manda soltar Daniel Dantas e mais 10 presos da SatiagrahaBeneficiado por habeas-corpus, Daniel Dantas deixa sede da PFOpine sobre a decisão do STF de soltar Dantas  Você concorda: não há mais intocáveis no País Lula defende ação da PF e não comenta decisão de soltar Dantas Dirceu condena 'espetacularização' da PF Entenda como funcionava o esquema criminoso Veja as principais operações da PF desde 2003 Entenda o nome da Operação Satiagraha, que prendeu Dantas  Segundo o STF, a extensão do habeas-corpus foi concedida, além de Pitta e Nahas, para todos os outros que pediram a extensão do habeas-corpus. São eles: Roberto Sande Caldeira Bastos, Miguel Jurno Neto,  Carmine Henrique e Carmine Henrique Filho, Antonio Moreira Dias Filho, Maria do Carmo Antunes Jannini, Fernando Naji Nahas e Marco Ernest Matalon. Em um pedido individual, Mendes concedeu habeas-corpus a Lúcio Bolonha Funaro, também preso na Satiagraha.  Preso de novo  Desta vez, Dantas é acusado de corrupção ativa por oferecer US$ 1 milhão para subornar um delegado da PF e evitar as investigações que levaram à sua prisão e de mais 16 pessoas na última terça. O suborno era para livrar também sua irmã, Verônica Dantas, e Carlos Rodemburg, sócio e vice-presidente do banco, ambos presos na operação. Diferentemente da primeira vez, Sanctis determinou a prisão preventiva do banqueiro, e não temporária.    A Operação Satiagraha desmontou esquema de desvio de verba pública e corrupção. Nahas e Dantas são acusados de chefiar organizações criminosas distintas: uma realizava a evasão de divisas com um fundo de cerca de US$ 2 bilhões em um paraíso fiscal e a outra fazia lavagem de dinheiro. Pitta é acusado de ser dono de uma conta bancária no exterior e de ser cliente de operações de câmbio irregulares feitas por Nahas.     Texto atualizado às 19h20 

Tudo o que sabemos sobre:
Operação Satiagraha

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.