CPI PETROBRÁS;LAVA JATO;VACCARI;DUQUE;BARUSCO
CPI PETROBRÁS;LAVA JATO;VACCARI;DUQUE;BARUSCO

Supremo autoriza Vaccari a ficar em silêncio em CPI

Com a decisão do Supremo, o ex-tesoureiro do PT não precisa assinar um termo de compromisso, que o obrigaria a dizer a verdade, e poderá ainda ser assistido por advogado

TALITA FERNANDES, O Estado de S. Paulo

31 de julho de 2015 | 21h57

Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski, liberou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto de responder a questionamentos em depoimento na CPI da Petrobrás. O ex-tesoureiro foi convocado para sessão da CPI marcada para a próxima terça-feira, 4 de agosto. Na ocasião, parlamentares querem confrontar a versão de Augusto Ribeiro Mendonça, executivo da Toyo Setal, e do ex-diretor da Petrobrás Renato Duque.

Com a decisão do Supremo, Vaccari não precisa assinar um termo de compromisso, que o obrigaria a dizer a verdade, e poderá ainda ser assistido por advogado.

Parlamentares querem confrontar a versão apresentada por Mendonça, que firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, com Duque e Vaccari. Mendonça confessou ter participado do esquema de pagamento de propina na Petrobrás, em depoimento na CPI da estatal na Câmara, disse que a corrupção era "generalizada" apenas na diretoria de Serviços, comandada por Duque.

Mendonça disse ao MP ainda que parte da propina que pagou foi em forma de "doação" ao PT, por meio de Vaccari, que era à época tesoureiro do PT. Em sua versão, o executivo disse que as empreiteiras eram "vítimas" de ameaça e por isso participaram do esquema de corrupção.

Vaccari já havia sido beneficiado de decisão anterior tomada pelo STF, que o desobrigou a ter de dizer a verdade em julho, para quando estava prevista uma acareação com o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco.

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