STF decide que não há provas contra Palocci em inquérito de ''mensalinho''

O Supremo Tribunal Federal (STF) livrou o deputado Antonio Palocci (PT-SP) do inquérito em que era acusado por supostas irregularidades em contratos de limpeza urbana firmados na época em que foi prefeito de Ribeirão Preto.A maioria dos ministros do STF rejeitou denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Palocci. Ele era acusado de formação de quadrilha, peculato e falsificação de documento público, por suspeitas envolvendo contratos estabelecidos entre a prefeitura e a empresa Leão & Leão para coleta de lixo.Existe outro inquérito no STF contra Palocci, considerado crítico para o futuro do petista. O tribunal vai decidir em breve se abre ou não uma ação penal contra o deputado, suspeito de violar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, autor de denúncias contra a chamada "república de Ribeirão". A quebra do sigilo provocou a saída de Palocci do Ministério da Fazenda, em março de 2006. Três semanas antes, o Estado havia publicado entrevista na qual Francenildo falava sobre festas e partilha de dinheiro em mansão num bairro de classe alta de Brasília. Segundo o caseiro, Palocci frequentava o local.Pesou na decisão de ontem o fato de o próprio procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ter pedido o arquivamento do inquérito. Segundo ele, as provas obtidas até o momento não eram suficientes para garantir a participação de Palocci.DENÚNCIADe acordo com o advogado Rogério Buratti, entre 2001 e 2002 a empresa teria repassado R$ 50 mil por mês ao então prefeito. Esse valor teria sido repassado ao Diretório Nacional do PT. Na denúncia, o Ministério Público sustenta que a prova da participação do deputado seria planilha eletrônica da Leão & Leão, informando o pagamento de R$ 50 mil ao "Dr.". Esse "Dr." seria uma referência a Palocci, que é médico.

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