STF considera legais todos grampos feitos na Furacão

Em meio às críticas ao uso de grampos telefônicos em operações da Polícia Federal (PF), o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou legais todas as provas obtidas na Operação Furacão. São milhares de horas de gravações telefônicas e escutas ambientais contra os acusados de vender sentenças judiciais para donos de bingos. Por conta da demora no julgamento de questões preliminares, os ministros suspenderam a decisão sobre a denúncia apresentada pelo MP. A sessão será retomada na quarta-feira, quando o relator inquérito, ministro Cezar Peluso, lerá seu voto. De acordo com o Ministério Público (MP), as gravações mostram o envolvimento do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Paulo Medina; do advogado Virgílio Medina, irmão do magistrado; do desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), José Eduardo Carreira Alvim; do juiz do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Ernesto da Luz Pinto Dória; e do procurador-regional da República, Sérgio Leal, no esquema de venda de sentenças.A defesa dos denunciados tentou convencer os ministros do tribunal de que as provas eram ilegais, entre outros motivos, porque as escutas foram mantidas por tempo exagerado, porque feriam o direito à inviolabilidade domiciliar e porque as gravações não foram integralmente transcritas nos autos do inquérito. As discussões sobre essas contestações ocuparam toda a sessão de hoje do Supremo. Com a demora, o tribunal adiou a decisão de acatar ou não a denúncia contra os envolvidos.

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