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STF autoriza inquérito contra deputado federal na Lava Jato

Em pedido enviado ao Supremo, procurador-geral da República, Rodrigo Janot afirma que Mário Negromonte Jr., recebeu doação ilegal no valor de R$ 500 mil da empresa Jaraguá Equipamentos Industriais, envolvida no esquema de corrupção da Petrobrás

Gustavo Aguiar, O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2015 | 13h34

BRASÍLIA - O ministro relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, autorizou incluir o deputado federal Mário Sílvio Negromonte Jr. (PP-BA) em um dos 38 inquéritos em trâmite na Corte. O despacho foi publicado nesta sexta-feira, 18, no Diário da Justiça Eletrônico.

Zavascki acatou um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. No pedido, o procurador afirma que Negromonte Jr., recebeu uma doação ilegal no valor de R$ 500 mil da empresa Jaraguá Equipamentos Industriais, envolvida no esquema de corrupção da Petrobrás.

O deputado foi incluído no mesmo inquérito que já apura a participação do ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC) em esquema de corrupção. Zavascki também autorizou a inclusão do ex-deputado e ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA) - pai de Negromonte Jr – Luiz Fernando de Faria (PP-MG) e Roberto Britto (PP-BA) no mesmo inquérito. Todos teriam sido beneficiados pelo  esquema.

O pai de Negromonte Jr., Faria e Britto já são alvos de outros inquéritos no âmbito da Lava Jato. O ex-ministro é investigado em um processo no STF e outro no Superior Tribunal de Justiça; Faria também tem duas investigações, ambas no Supremo, e Britto, uma.

A Polícia Federal havia pedido a Janot o encaminhamento para incluir o deputado Nelon Meurer (PP-PR) no mesmo inquérito mas, segundo o procurador, “sua conduta foi investigada com especificidade” em outro inquérito “no qual inclusive já se ofereceu denúncia contra o parlamentar, de modo que se torna desnecessária sua investigação no caso, bem como sua indicação expressa e formal como investigado”. 

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