STF arquiva inquérito contra Mercadante sobre o caso dossiê

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira, 11, arquivar um inquérito que existia para apurar o suposto envolvimento do senador Aloizio Mercadante (PT-SP) na tentativa de compra de um dossiê contra políticos tucanos.O fato ocorreu durante as eleições do ano passado. O arquivamento foi pedido pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, que concluiu que não existiam indícios de participação do parlamentar no caso. O senador disse ter recebido a notícia com satisfação. "Foi feita justiça", comentou, visivelmente aliviado com o encerramento de um episódio que o pressionava "como uma espada na espinha". Mercadante informou que sequer havia constituído advogado para tratar do caso, pois estava seguro que o desfecho lhe seria favorável. O STF também decidiu arquivar as investigações contra o ex-tesoureiro da campanha de Mercadante ao governo paulista, José Giacomo Baccarin.Entenda o caso dossiêO episódio do caso dossiê envolveu petistas em uma tentativa de compra de um dossiê contra os tucanos durante as últimas eleições. O documento pretendia provar o envolvimento de José Serra, à época candidato ao governo de São Paulo, com o esquema de superfaturamento de ambulâncias, quando era ministro da Saúde na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No entanto, uma operação da Polícia Federal prendeu os envolvidos: Luiz Antonio Vedoin, dono da Planam - empresa envolvida no esquema -, e os petistas Gedimar Passos (advogado), Valdebran Padilha (empreiteiro) e Hamilton Lacerda, ex-coordenador da campanha de Aloizio Mercadante.Após 96 dias de investigação, a Polícia Federal de Mato Grosso indiciou cinco acusados de participar da negociação. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) e o então tesoureiro da campanha petista ao governo de São Paulo, José Giácomo Baccarin, foram indiciados por crime eleitoral. Gedimar, Valdebran e Lacerda, por lavagem de dinheiro. Jorge Lorenzetti, ex-coordenador da equipe de inteligência da campanha presidencial petista e apontado a princípio como mentor do esquema, não foi enquadrado em nenhum crime. Oswaldo Bargas, integrante da campanha de Lula, e Expedito Veloso, ex-diretor do Banco do Brasil, também saíram livres do episódio.Quanto ao R$ 1,75 milhão que seria usado na negociação, foi descoberta apenas a origem dos dólares. Os US$ 248 mil apreendidos teriam vindo do exterior até chegar à casa de câmbio no Rio, onde foram retirados em uma operação que envolveu "laranjas".

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