STF arquiva inquérito contra deputado Mário Negromonte

Ele teria envolvimento na máfia das ambulâncias investigada pela ´Sanguessuga´

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 09h32

O Supremo Tribunal Federal arquivou nesta sexta-feira, 29, inquérito contra o deputado Mário Negromonte (BA), líder do PP na Câmara, por suposto envolvimento na máfia das ambulâncias investigada pela Operação Sanguessuga da Polícia Federal. Por unanimidade, os ministros do Supremo acolheram os argumentos do procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, de que não havia elementos suficientes que indicassem o envolvimento do deputado. Em nota divulgada nesta sexta, Negromonte disse que "o Ministério Público foi descuidado ao enviar para o Supremo Tribunal Federal nomes de deputados contra os quais não havia qualquer tipo de prova". "Sabendo da minha inocência, sofri muito durante todo este período", disse o líder na nota. A Operação A Polícia Federal prendeu, na chamada Operação Sanguessuga 46 pessoas suspeitas de envolvimento na fraude, que já teria movimentado R$ 110 milhões. Entre os presos estavam dois deputados, assessores de parlamentares, empresários e uma funcionária do Ministério da Saúde. De acordo com a PF, o esquema funcionava desde 2001 e consistia na oferta, por parte da empresa Planam, do Mato Grosso do Sul, de ambulâncias para as prefeituras de todo o País e empresas não-governamentais que recebem ajuda do governo. As compras eram feitas por meio de licitações irregulares, a valores superfaturados.

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