STF apela para juízes suspenderem a greve

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Maurício Corrêa, apelou nesta sexta-feira às associações de juízes que suspendam o movimento grevista contra a proposta de reforma da Previdência. Os juízes não se sensibilizaram com o pedido, mas demonstraram interesse em negociar com o governo. Em pronunciamento da TV Justiça, Corrêa disse considerar "fundamental a suspensão do ato programado" para, segundo ele, retomar "os entendimentos que permitirão o alcance de uma solução de consenso". O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o Congresso tem dado demonstrações de disposição para retomar o debate. "As conversas que tenho mantido com lideranças da Câmara dos Deputados reforçam minha convicção de que isso acontecerá", afirmou.Presidentes das entidades que lideram a greve, Cláudio Baldino Maciel, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), e Grijalbo Coutinho, da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), mantiveram hoje o discurso da greve, no caso de o governo e o Congresso não aceitarem as reivindicações do Judiciário. Entre elas está a fixação dos salários dos desembargadores em 90,25% do que é pago aos ministros do STF e a garantia da paridade e da integralidade para os futuros juízes. "Não temos elementos para suspender a paralisação no momento", disse Coutinho. "Se houver disposição de discutir e avançar, convocaremos os nossos conselhos".O presidente da Confederação Nacional do Ministério Público (Conamp), Marfan Martins Vieira, disse hoje que nos últimos dias observou uma disposição maior do governo em dialogar. Ele informou que enviou uma correspondência às associações estaduais orientando as respectivas diretorias a, por enquanto, não submeterem a referendo da classe a deliberação pela paralisação. "Não chegamos a desmarcar (a greve), mas há uma sinalização para o governo de que estamos dispostos a rever a decisão", disse.

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