STF analisa penas aplicadas ao ex-advogado de Valério

Rogério Tolentino já recebeu punição de 2 anos e 3 meses de prisão por formação de quadrilha e de 3 anos de reclusão por corrupção ativa

Eduardo Bresciani, de O Estado de S. Paulo

08 de novembro de 2012 | 17h54

BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) aumentou o ritmo das decisões no julgamento do mensalão e conseguiu fixar penas por 10 crimes cometidos por pessoas ligadas ao empresário Marcos Valério. A sessão foi suspensa para intervalo no final da tarde desta quinta-feira, 8. Na quarta-feira, 7, os ministros fizeram a pausa sem ter conseguido fixar nenhuma punição. Nas quatro sessões anteriores em que se analisou a dosimetria das penas, somente 15 sanções foram aplicadas.

Rogério Tolentino, ex-advogado das agências de Valério, teve as penas analisadas no final da tarde desta quinta-feira. Ele já recebeu punição de 2 anos e 3 meses de prisão por formação de quadrilha e de 3 anos de reclusão por corrupção ativa por ter auxiliado na compra de apoio no Congresso Nacional. Foi aplicada ainda multa superior a R$ 200 mil.

Tolentino é acusado ainda por lavagem de dinheiro. Neste caso, o relator, ministro Joaquim Barbosa, propôs pena de 5 anos, 3 meses e 10 dias por entender ter ocorrido a participação do então advogado de Valério em 46 operações. O defensor dele, Paulo Sérgio Abreu e Silva, foi à tribuna para dizer que o seu cliente foi acusado de apenas uma operação por ter feito um empréstimo a pedido de Valério. O relator ficou de consultar sua assessoria sobre o tema e os ministros decidiram retornar o tema depois do intervalo.

Além das penas a Tolentino, os ministros concluíram nesta quinta o julgamento de Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, ex-sócios de Valério. Ao primeiro, foram aplicadas penas que, somadas, chegam a 29 anos, 7 meses e 20 dias, pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Cristiano Paz, que não foi condenado por evasão de divisas, recebeu pena 25 anos, 7 meses e 20 dias de prisão pelos outros crimes. Ambos receberam ainda multas superiores a R$ 2,5 milhões cada.

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