STF ainda não se pronunciou sobre delação JBS

Gabinete de Fachin fecha as portas e expulsa jornalista após jornal divulgar que Temer 'comprou silêncio' de Cunha

O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2017 | 20h50

BRASÍLIA - O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), está neste momento, às 20h30 desta quarta-feira, 17, no seu gabinete e ainda não se pronunciou oficialmente sobre a delação premiada de Joesley Batista e de seu irmão Wesley, cujo teor foi revelado na edição online do jornal O Globo. A Secretaria de Comunicação do STF disse ter contatado o ministro, mas ainda não há uma manifestação formal por parte de Fachin.

Diante do assédio de repórteres, o gabinete de Fachin resolveu fechar as portas e expulsar os jornalistas que pediram explicações à sua chefe de gabinete. O clima nos corredores do tribunal é de suspense e expectativa com o teor da delação, que atinge o presidente Michel Temer. Fachin se comunica no momento com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Além disso, ambos tiveram uma agenda oficial na terça-feira, 16.

A agenda oficial de Fachin não prevê compromissos para esta noite – informa apenas dois compromissos: uma audiência com advogados às 11h45 e a sessão plenária desta tarde, que terminou por volta de 15h30 nesta quarta-feira. Apenas um processo foi julgado nesta tarde, envolvendo o confisco de bens do narcotráfico. 

O segundo não foi julgado devido à falta de um quórum mínimo para julgamentos no plenário, que é de 8 ministros. Isso porque Celso de Mello não estava presente, um ministro se declarou impedido, o ministro Luís Roberto Barroso está de viagem à Inglaterra e o ministro Gilmar Mendes se encontra na Rússia.

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