Agência Estado
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STF adia julgamento de Palocci por quebra de sigilo bancário

O julgamento do inquérito estava previsto para ocorrer na próxima quinta-feira no Supremo Tribunal

Mariângela Gallucci, de O Estado de S. Paulo,

29 de maio de 2009 | 19h22

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu adiar o julgamento que vai definir se será aberta ou não uma ação penal contra o deputado federal Antonio Palocci (PT-SP). Virtual candidato do PT ao governo de São Paulo, Palocci foi investigado por suspeita de violar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.

 

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O adiamento da decisão atrapalha o cronograma do PT para a eleição do próximo ano. Se o STF concluísse rapidamente que Palocci não teve participação na quebra ilegal do sigilo, o parlamentar estaria livre das acusações e poderia começar a trabalhar com mais força, dentro do PT, pelo lançamento de sua candidatura ao governo paulista.

 

Além de possível candidato ao governo de São Paulo, Palocci é citado com frequência como a segunda alternativa do PT à disputa pelo Palácio do Planalto no caso de a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, não concorrer à Presidência.

 

O julgamento do inquérito estava previsto para ocorrer na próxima quinta-feira no STF. Mas foi adiado porque o tribunal não estará com o seu quórum completo. O ministro Carlos Alberto Menezes Direito está de licença médica até o final de junho porque se submeteu a uma cirurgia no pâncreas. Um outro integrante do tribunal adiantou que não poderá participar da sessão de quinta. Pela importância política do julgamento, o STF quer que a decisão seja tomada com a presença de 10 ministros.

 

A quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa provocou a saída de Palocci do Ministério da Fazenda, em março de 2006. Três semanas antes, o Estado tinha publicado uma entrevista na qual Francenildo Costa falava sobre festas e suspeitas de partilha de dinheiro em uma mansão no bairro de classe alta de Brasília Lago Sul, em Brasília, envolvendo um assessor de Palocci e empresários que haviam celebrado contratos com a prefeitura de Ribeirão Preto.

 

O local ficou conhecido como a República de Ribeirão Preto. Segundo o caseiro, Palocci, que foi prefeito de Ribeirão Preto, frequentava a casa. Dias depois, Francenildo Costa teve o seu sigilo bancário violado.

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