STF acrescenta novas acusações contra Valério e Pizzolato

O Supremo Tribunal Federal (STF)acrescentou nesta sexta-feira mais uma acusação de corrupçãopassiva e lavagem de dinheiro contra o ex-diretor de marketingdo Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, e de corrupção ativacontra o empresário Marcos Valério e seus dois sócios, todasreferentes aos contratos do Banco do Brasil com as agências deValério. Até o momento, Valério já se tornou réu pelos crimes depeculato e de corrupção ativa. Pizzolato responderá porpeculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O STF recusou, por unanimidade, a primeira denúncia contrao ex-ministro José Dirceu e os petistas José Genoino, DelúbioSoares e Silvio Pereira por crime de peculato. O tribunal aceitou, porém, a denúncia contra o ex-ministroLuiz Gushiken, o empresário Marcos Valério e seus sócios RamonHollerbach e Cristiano Paz, além de Henrique Pizzolato,ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil. A denúncia por crime de peculato -- apropriação indevida dedinheiro ou bens públicos por funcionário público para proveitopróprio ou de terceiros -- refere-se a supostos desvios dedinheiro no Banco do Brasil para beneficiar Marcos Valério,seus sócios, e o próprio PT por meio da Visanet em contrato coma agência de publicidade DNA. Conforme já havia ocorrido durante blocos anteriores dojulgamento, os ministros decidiram excluir o advogado RogérioTolentino. "Absolutamente injusto que ele seja processado. O únicoelemento que existe é a atribuição de uma pretensa ordem quenunca foi dada. A leitura de 140 laudas do depoimento deHenrique Pizzolato dá a nítida e clara impressão que nuncaocorreu isso (o envolvimento do ex-ministro no caso do BB)",disse José Roberto Leal de Carvalho, advogado de Gushiken.

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