STF aceita quarta denúncia contra Marcos Valério

Além dele, mais 9 pessoas, entre dirigentes do Rural e do grupo de Valério responderão por lavagem de dinheiro

24 de agosto de 2007 | 18h12

O Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu na sessão desta sexta-feira, 24, unanimemente, denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, contra o núcleo do Banco Rural, presidido por Katia Rabelo, o empresário Marcos Valério e seus sócios e o advogado Rogério Tolentino, que responderá pela primeira denúncia, já que ele havia sido excluído da denúncia de outros crimes.   Veja também:   Conjur explica diferenças de processo no caso dos mensaleiros  Entenda o passo a passo do julgamento do mensalão Tudo sobre o julgamento do caso mensalão   O ministro e relator, Joaquim Barbosa diz que o Banco Rural teria viabilizado os repasses de grandes quantidades de dinheiro, sem qualquer registro formal.Segundo a denúncia, os dirigentes do Banco Rural permitiram que cheques endossados pela agência SMP&B, de propriedade de Valerio,  fossem sacados, "o que infringe normas", segundo o relator.     Em sua leitura, Barbosa disse que o resultado do laudo mostra que  foram impressas 80 mil notas fiscais falsas da empresa de propaganda SMP&B durante o período analisado.O relator afirmou que o demonstrativo de resultados de 2004 registra receita bruta de R$ 22 milhões, o que é abaixo a nota mencionada.   Durante a fala do relator, Barbosa lembrou depoimento de Marcos Valério à CPI, que afirmou que sacava em dinheiro no Banco Rural. A soma das transferências para o PT corresponde a cerca de R$ 40 milhões, conforme o depoimento.   No núcleo do Banco Rural, estão além de Katia o vice-presidente operacional da instituição, José Roberto Salgado,Ayanna Tenório, vice-presidente e Vinícius Samarane, diretor estatutário.   No grupo de Valério foram denunciados os sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, o advogado Rogério Tolentino, Simone Vasconcelos e Geiza Dias.

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