STF aceita nova denúncia contra Valério por desvio de recursos

Além dele, o ex-diretor do BB também foi denunciado por supostamente ter permitido o peculato

24 de agosto de 2007 | 14h53

O Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de acolher a segunda denúncia contra o empresário Marcos Valério. Foi aceita a denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, contra Valério por peculato, no caso do desvio de recursos do Fundo Visanet, que tem entre seus acionistas o Banco do Brasil, para as suas agências de publicidade.   Além disso, o STF aceitou denúncia contra Henrique Pizzolato, ex-diretor de marketing do BB, e Ramon  Cardoso e Cristiano Mello Paz, ex-sócios do publicitário.   O Supremo, entretanto, rejeitou a denúncia contra o advogado Rogério Tolentino, pois teria ficado provado que ele não era sócio do publicitário e sua conduta não foi suficientemente descrita pelo procurador.   Ao todo , já chega a  nove o número de réus no caso do mensalão.     Pizolatto foi quem fez as acusações contra o ex-ministro Luiz Gushiken (Secretaria de Comunicação Estratégica), dizendo que só autorizou adiantamento de R$ 73 milhões à DNA Propaganda, de Marcos Valério, a pedido de Gushiken. O valor se referia a serviços publicitários prestados à Visanet (da qual o BB é sócio), em 2003.   Segundo a denúncia, houve transferência de recursos do Banco do Brasil para a empresa de Marcos Valerio, a DNA propaganda. Pizzolato, então diretor de marketing do BB, teria realizado peculato ao supostamente ter permitido transferência de valores a DNA propaganda.     A agência descontava percentual do valor e utilizava o restante para pagar seus contratados. Com a conveniência de Pizollato, segundo o relator do caso, Joaquim Barbosa, "não devolvia o desconto dos bonus de volumes recebidos da emrpesas intermediadas ao BB".   O procurador -geral da República, Antonio Fernando de Souza, estima que o desvio atingiu montante de mais de 2 milhões de reais, "pagamento efetuados durante gestão do Pizollato".   Nesta sexta-feira, o STF também decidiu por unanimidade abrir ação penal por corrupção passiva contra o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), à época presidente da Câmara, e corrupção passiva contra o publicitário Marcos Valério e seus sócios Ramon Hollenbach e Cristiano Paz, na empresa de publicidade SMP&B.     Cunha é acusado de beneficiar, quando estava no cargo, as empresas de publicidade de Valério. O empresário é acusado de ser distribuidor do dinheiro do caixa 2 do PT entre aliados do governo, nos contratos de publicidade da Casa. Foi absolvido pela Câmara dos Deputados e reeleito em 2006.  

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