STF aceita denúncia contra Duda Mendonça e sua sócia

Denúncia aponta que Duda e Zilmar teriam recebido pagamento de dívidas do PT da campanha presidencial

28 de agosto de 2007 | 15h32

Os ministros do Supremo Tribunal Federa (STF) decidiram por unanimidade abrir ação penal contra o publicitário José Eduardo Cavalcanti de Mendonça, o Duda Mendonça, e sua sócia Zilmar Fernandes por lavagem de dinheiro, também no âmbito do processo do suposto mensalão.   Veja também:   STF rejeita denúncia de falsidade ideológica contra Valério STF julga processo contra Duda Mendonça e sua sócia Zilmar Dirceu, Delúbio e Genoíno agora são réus no STF  Passo-a-passo do julgamento do mensalão no STF   Veja imagens do quarto dia de julgamento  Para defesa, denúncia é confusa e açodada Conjur explica diferenças de processo no caso dos mensaleiros  Quem são os 40 do mensalão  Deputados na mira: os cassados, os absolvidos e os que renunciaram  Entenda: de uma câmera oculta aos 40 do mensalão  Íntegra da denúncia  Veja quem já virou réu no processo      A denúncia aponta que Duda e Zilmar teriam recebido pagamento de dívidas do PT da campanha presidencial de 2002 com recursos desviados no suposto esquema. Embora a defesa de Duda e Zilmar, que foi elogiada por alguns ministros do Supremo, tenha alegado que os denunciados não teriam com saber as origens dos recursos dos pagamentos, os ministros do STF avaliaram que a forma como tudo ocorreu dificulta acreditar nesta tese.   "Receber R$ 300 mil em dinheiro na avenida Paulista é uma coisa dificultosa, que permite a quem iria receber o dinheiro indagar por que não em cheque, que é levinho?", argumentou o ministro Cezar Peluso. O ministro Eros Grau, que elogiou a argumentação da defesa, comentou: "os advogados têm mostrado muito vigor de inteligência. Mas eu fico com o vigor dos fatos".   Evasão de divisas   Falta o tribunal decidir sobre o crime de e evasão de divisas. Segundo a denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, para receber um "débito milionário junto ao núcleo político-partidário da organização criminosa decorrente da campanha eleitoral de 2002", Duda abriu uma conta offshore nas Bahamas, a Dusseldorf, que recebeu recursos na ordem de R$ 10 milhões.   Ainda segundo o documento, o publicitário sabia que os recursos recebidos "tinham como origem organização criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública" e articulou "esquema para dissimular a natureza, origem, localização, movimentação e a propriedade dos valores.   O ministro relator Joaquim Barbosa leu ainda outros trechos da denúncia que tratam dos saques feitos pela sócia de Duda das contas de Valério no Banco Rural e afirmou que "Zilmar Fernandes é o braço operacional financeiro de Duda Mendonça". Em fevereiro de 2003, Zilmar teria sacado três parcelas de R$ 300 mil em espécie na agência do Banco Rural em São Paulo e, em abril do mesmo ano, recebeu em espécie duas parcelas de R$ 250 mil.

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