STF abre inquérito para apurar suposta relação de Collor com doleiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito para investigar o ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB-AL) pelos depósitos que teria recebido do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. A investigação, determinada pelo ministro Teori Zavascki, começa quatro meses depois de ele ser absolvido no Supremo da última ação a que respondia em razão das acusações que o levaram ao impeachment, em 1992.

RICARDO BRITO, Estadão Conteúdo

22 de agosto de 2014 | 13h50

A Justiça Federal do Paraná foi o órgão que solicitou ao STF pedido de abertura do inquérito para apurar o caso. O questionamento foi remetido ao Supremo porque Collor, como senador, tem direito a foro privilegiado.

Em maio, veio a público que Collor foi beneficiário de oito depósitos em sua conta pessoal no valor de R$ 50 mil. Os comprovantes das operações foram encontradas na casa de Alberto Youssef, em operação de busca e opreensão feita pela PF.

No dia 26 de maio, na tribuna do Senado, Collor negou ter qualquer relação com o doleiro. "Posso afirmar de forma e de modo categórico que não o conheço e jamais mantive com ele qualquer relacionamento pessoal ou político", afirmou. No pronunciamento de 18 minutos, ele não negou ter recebido os depósitos de Youssef, assim como não esclareceu os motivos do recebimento do dinheiro na sua conta.

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