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Stephanes classifica como 'pacífico' protesto da Via Campesina

Mulheres invadiram o andar térreo do Ministério da Agricultura nesta manhã para reclamar do modelo agrícola

Fabíola Salvador, Agência Estado

09 de março de 2009 | 17h52

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, classificou na tarde desta segunda-feira, 9, a manifestação das mulheres da Via Campesina, como "pacífico". "O movimento chegou, mostrou suas reivindicações e não interrompeu as atividades do ministério", afirmou. Nesta manhã um grupo de mulheres ligadas à organização invadiu otérreo do prédio do ministério para protestar contra o atual modelo de financiamento à produção, contra a lentidão do governo no programa de reforma agrária e contra o modelo nacional de exportação de commodities.   Veja também: VCP diz que invasão no RS resultou em corte de 1,6 mil árvores  Sem-terra é detido em manifestação da Via Campesina  Galeria de fotos: Terra sem lei   Stephanes salientou que o agronegócio é formado também por pequenos agricultores. Ele ponderou que a Cooperativa de Campo Mourão (Coamo), uma das principais cooperativas do Paraná, tem entre seus filiados agricultores familiares. Stephanes informou que, entre os agricultores familiares, há grupos altamente tecnificados. Segundo ele, a agricultura nos Estados do Sul é formada em sua base por agricultores familiares.   O ministro disse que a crítica ao modelo de exportação do País é um assunto que "não está em pauta", já que a produção agrícola nacional é suficiente para garantir a exportação e o abastecimento interno.   Sobre a questão da falta de crédito, Stephanes disse que outros fatores podem ter influenciado a decisão dos produtores de não plantar. "Não é só a falta de dinheiro. Pode ter faltado assistência, condições de mercado ou preparo dos produtores", afirmou. Ainda sobre a questão do crédito, o ministro disse que as mulheres que invadiram hoje o prédio do ministério deveriam ter apresentado uma pauta de reivindicações com "mais foco". "Essas questões estão fora de foco, precisamos saber que tipo de agricultura não teve acesso ao crédito", afirmou.   Ele comentou, ainda, que a onda de invasões do Movimento dos Sem-Terra (MST), que começou na semana do carnaval, é "lamentável e gera insegurança para o agronegócio". Stephanes não quis, no entanto, se estender nessa avaliação e disse que o Ministério Público e o governo como um todo estão avaliando a questão.

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