Stédile será processado por apoiar invasão na Aracruz

O procurador-geral do Rio Grande do Sul, Roberto Bandeira Pereira, vai entrar com ação contra o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, João Pedro Stédile, que concedeu entrevista parabenizando as duas mil mulheres da Via Campesina, que destruíram um laboratório e um viveiro de mudas da Aracruz Celulose em Barra do Ribeiro (RS) na madrugada de quarta-feira. Segundo o Ministério Público, a ação deve ser por incitação ou apologia ao crime.Não será a primeira vez que Stédile terá de se explicar à Justiça gaúcha. Em 2003 ele definiu os proprietários rurais como "inimigos" e disse que cada mil camponeses poderiam pegar um latifundiário. Chamado a explicar as declarações várias vezes, nunca se apresentou. Seus advogados conseguiram extinguir o processo no ano passado. O Tribunal de Justiça entendeu que as declarações, em seu contexto, referiam-se a um incentivo à mobilização e não à ataques violentos contra pessoas.

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