Stédile prejudica bandeira correta da reforma agrária, diz Alckmin

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) classificou hoje como despropositada a fala do líder nacional do Movimento dos Sem-Terra, João Pedro Stédile, que convocou todos os sem-terra e pequenos agricultores do País a travar uma guerra pelo direito à terra. "É totalmente despropositado. Uma coisa é a reforma agrária, como estamos fazendo em São Paulo, outra coisa é fazer proselitismo de invasão de propriedade", afirmou. Para ele, a atitude de Stédile prejudica a "bandeira correta" da reforma agrária.Perguntado sobre qual seria a solução para os governos que enfrentem casos de invasões, tanto dos sem-terra como dos movimentos dos sem-teto, Alckmin disse que é preciso desarmar os espíritos. "É preciso que as pessoas de responsabilidade não estimulem gente que acha que no braço, na marra e à margem da lei vai conquistar as coisas. Esse não é o caminho", explicou. O Planalto está preocupado com a série de invasões e acredita que elas se tornaram movimentos políticos.Alckmin reiterou que a corrida aos acampamentos no Pontal do Paranapanema é preocupante, mas que o Estado vai assentar as 1,4 mil famílias cadastradas e que vai enviar à Assembléia o projeto de regularização fundiária no Pontal para as propriedades com até 500 hectares em terras devolutas - que pertencem ao Estado. Quem ocupa áreas maiores terá de indenizar o Estado, parte em dinheiro e parte em terras para a reforma agrária na região. Genoino - O governador confirmou que recebeu um telefonema do presidente nacional do PT, José Genoino. "Ele (Genoino) telefonou para dizer que o partido não apóia nenhum tipo de membro do partido que esteja promovendo ou incitando invasões", disse. Segundo o governador, o presidente do PT o cumprimentou pelo convênio de R$ 36 milhões firmado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, na semana passada. No início da tarde desta sexta-feira, Alckmin participou da inauguração da unidade hospitalar do Centro Espírita Nosso Lar Casas André Luiz, em Guarulhos.

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