Stedile: governo tem medo de entrar no debate sobre crise

Líder do MST defende estatização dos bancos e fim do superávit primário como um novo modelo econômico

Agência Brasil,

08 de abril de 2009 | 18h20

O líder do MST, João Pedro Stedile, defende a estatização dos bancos, o fim do superávit primário e a garantia do emprego como formas de construir um novo modelo econômico para o país  Segundo Stedile, a falta de debate e de novas idéias para combater a crise financeira mundial levam o governo e a classe empresarial a não conseguir resolver as questões econômicas atuais. Ele disse que o governo tem medo da discussão sobre a crise. "O governo tem medo de entrar de cabeça no debate sobre a crise, temendo repercussões eleitorais", disse.

 

O líder do MST defendeu a estatização dos bancos, o fim do superávit primário e a garantia de emprego como formas de construir um "novo modelo econômico" para o Brasil. Ele elogiou o programa habitacional lançado pelo governo, mas se disse preocupado com a execução da construção de 1 milhão de casas. " Nunca vi construtora ganhar dinheiro construindo casa para pobre", criticou.

 

Para Stedile, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), apontado pelo próprio governo como alternativa para enfrentar a crise, não cumpre a função anticíclica. "O PAC é um projeto antigo, de antes da crise. É necessário pensar outra matriz industrial para resolver problemas do povo, não da exportação", destacou.

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