Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Stédile diz, agora, que não pregou violência no campo

O líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile, negou hoje, em Aracaju, que tenha feito incitação à violência no campo. "Eu estava fazendo uma análise de conjuntura, nunca preguei luta armada e defendo uma reforma pacífica", disse Stédile durante as manifestações pelo Dia do Trabalhador Rural. Ele culpou a imprensa que teria "pinçado" parte do discurso que fez no município de Canguaçu, no Rio Grande do Sul. "O MST não é baderneiro. Queremos que seja cumprida a Constituição e se faça uma reforma pacífica. Quem quer violência são os fazendeiros, pois são eles que têm armas", disse Stédile para uma platéia de aproximadamente 20 mil pessoas. O líder do MST pregou a mobilização dos sem-terra em todo País para a que a reforma agrária seja feita o mais rápido possível. Stédile disse acreditar no governo Luiz Inácio Lula da Silva, mas fez uma nova convocação aos sem-terra. "Temos que multiplicar os acampamentos. Temos que mostrar que precisamos de terra", afirmou. Stédile afirmou que não há nenhum paradoxo entre defender o governo Lula e pregar a multiplicação dos acampamentos em todo País. "Os sem-terra têm que se organizar para o governo fazer a reforma", disse, afirmando que o governo federal deverá começar a reforma, ainda no segundo semestre deste ano.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.