SP Fashion Week vai começar campanha por teste de HIV

Um concurso feito durante a SP Fashion Week será o marco inicial de uma campanha da Coordenação Nacional de DST/Aids para incentivar o teste do HIV. Durante o evento, entre os dias 27 de janeiro e 1º de fevereiro, o público será convidado a escolher um logotipo para a campanha.A idéia é estampar o logotipo em camisetas, a exemplo do que já é feito com a campanha de detecção de câncer de mama, e em materiais informativos, distribuídos em serviços de saúde e por agentes de Organizações Não-Governamentais. Onze mil camisetas serão distribuídas para o público da Fashion Week vestir e votar.Artistas, modelos, empresários, produtores e fotógrafos de moda que vestirem a camiseta vencedora serão convidados a ceder sua imagem para as ações que serão desencadeadas na campanha, batizada de ?Fique Sabendo?.Esta é a primeira vez que o Ministério da Saúde promove uma campanha de massa para o diagnóstico do HIV.?Esse ainda é um ponto frágil do programa de aids, daí a idéia da mobilização?, afirmou o coordenador-adjunto do Programa Nacional deDST-Aids, Alexandre Grangeiro. Estima-se que cerca de 600 mil pessoas sejam portadoras do vírus no País, mas apenas 250 mil são acompanhadas por serviços de saúde. Um levantamento feito em 1998 mostrava que somente 20% das pessoas sabiam se eram HIV positivo ou não.Para alterar esse número, será feita uma grandemobilização. ?Não se trata de uma campanha, de algo pontual. Teremos uma série demedidas para poder incorporar o exame à realidade de saúde no País.?Antes de lançar a campanha, foram planejadas algumas medidas para aumentar a capacidade dos laboratórios de diagnóstico. ?Não havia sentido em estimular a população a fazer o teste sem que a rede estivesse capacitada.? Em uma primeira etapa, foi feita a compra de equipamentos.Agora, uma portaria está em estudo para dispensar a necessidade de um teste confirmatório de HIV.?O Brasil é o único País que faz dois testes no paciente?, diz Grangeiro. Para dispensar o teste, a idéia é formar um controle de qualidade, quedeverá ser feito pela Fundação Oswaldo Cruz. Com essas medidas, a capacidade dos laboratórios poderá ser ampliada em 50%. A mobilização prevê ainda a capacitação de profissionais de saúde.Grangeiro afirma que hoje ainda são poucos os profissionais que estimulam o pacientea fazer o teste. A área de saúde da mulher é uma das que ainda registram esse tipo deproblema. ?Cerca de 60% das gestantes não fazem o diagnóstico no pré-natal. E sabemos que a mulher grávida, se for bem orientada, raramente se nega a fazer o teste?, diz.Atualmente, boa parte dos portadores do vírus chegam aos serviços de saúde depoisde 5 ou 6 anos da infecção e quando já há alguma doença em curso. ?É uma pena. Poisse o tratamento começa precocemente, o prognóstico é muito mais favorável.?O programa também quer preparar os profissionais para dar um bom aconselhamento, nocaso de o teste ser positivo. O aconselhamento dado pelo profissional pode definir aadesão do paciente ao tratamento, diz Grangeiro. ?Quando a notícia é dada de formainadequada, há um grande risco de a pessoa fazer o tratamento de forma incorreta ouabandonar a terapia.?

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