SP deu exemplo para o Brasil ao aprovar reforma, diz Alckmin

São Paulo deu exemplo para o Brasil ao aprovar rapidamente a reforma previdenciária estadual, disse hoje o governador Geraldo Alckmin (PSDB), em Jaguariúna. Ele criticou a atuação do PT, que votou contra a reforma paulista. "É estranha a posição do PT de recusar em São Paulo o que pede em Brasília. É uma posição ambígua", alegou. O governador se comprometeu a ajudar na aprovação da reforma da Previdência nacional, apesar da postura do PT paulista. "Não ajo por circunstância, mas por convicção", disse. Alckmin acrescentou que não pretende vetar a emenda proposta pelos deputados do PT para que os recursos obtidos com a cobrança da nova alíquota estadual sejam usados na previdência. Segundo o governador, a aprovação da reforma previdenciária paulista foi um "ato de responsabilidade, uma correção de rumo, um passo importante para evitar graves problemas no futuro". Ele lembrou que a previdência estadual arrecadou R$ 1,5 bilhão no ano passado, mas pagou benefícios que somaram R$ 9 bilhões. "A medida era necessária e vai ser cumprida", afirmou. Além do aumento da alíquota para 11%, a reforma prevê o pagamento integral de pensões, ao contrário dos 75% pagos de hoje. O governador comentou que uma parte dos pensionistas recebia 100% do valor por decisões judiciais e explicou que o governo optou por nivelar o pagamento. "Os que recebem 100% são de maior salário, que têm condições de entrar com ações na Justiça", alegou. Alckmin também defendeu a reforma tributária, a criação de legislação e alíquota comum para todos os estados. Mas acrescentou que São Paulo irá perder se o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) for cobrado no destino. "O modelo tributário precisa ser aperfeiçoado. Se aprovado, quem perde é o sonegador", comentou. O governador preferiu não entrar em detalhes sobre a questão dos juros, mas argumentou que a retração da atividade econômica é preocupante e a queda na inflação justifica a redução da taxa Selic. Sobre as críticas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao PT, no site do PSDB, Alckmin se limitou a dizer que foi uma "manifestação interna", sem objetivo de criar polêmica. "É legítimo que ele defenda seu governo", disse. Alckmin esteve em Jaguariúna, região de Campinas, para o lançamento de uma nova linha de produtos da Motorola no Brasil.

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