SP desiste dos recursos de União e município no Rodoanel

O governo de São Paulo desistiu de ter a União como parceira para a construção do trecho sul do Rodoanel e já avalia outras formas de financiar a obra, orçada em R$ 2 bilhões, que não incluam a participação da União e do município. Segundo o secretário estadual dos Transportes, Dario Rais Lopes, a decisão foi tomada porque Brasília "dá mostras de que não tem fôlego, ou vontade, de participar do empreendimento. ?Além disso?, ele acrescentou, ?a Prefeitura, que deveria ter participado da construção da linha Oeste, simplesmente não participou. E não tenho esperanças de que venha a fazer parte do novo trecho." De acordo com o secretário, a União ficou incumbida de financiar cerca de 30% da obra do tramo Oeste, mas não cumpriu com as obrigações. Ele reclamou publicamente do governo federal, aproveitando a presença do ministro Alfredo Nascimento (Transportes) no local, e afirmou que a União ainda não pagou ao Estado cerca de R$ 25 milhões devidos em 2002.Em relação aos R$ 26 milhões de 2003, disse que "foram simplesmente cortados do orçamento." E advertiu: "Não se trata nem mais de termos ou não expectativa sobre a participação da União na obra, mas do cumprimento de uma obrigação que havia sido assumida anteriormente. E cumprir com a obrigação é o mínimo que se espera de um parceiro." Ao excluir os governos federal e municipal do financiamento do trecho sul do Rodoanel, o Estado vai recorrer ao setor privado, possivelmente por meio de Parcerias Público-Privadas estaduais, cujo projeto tramita na Assembléia. O secretário afirmou que dos R$ 2 bilhões orçados para a obra, cerca de 25% se referem a passivos ambientais.

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