Sozinhos, genes não garantem saúde

Independentemente da decifração do genoma humano e da identificação de genes relacionados a doenças os fatores ambientais continuam fundamentais para garantir uma vida saudável. A ausência de anomalias em um gene associado ao câncer de pulmão, por exemplo, não significa que a pessoa pode fumar um maço de cigarro por dia sem complicações. Assim como a presença de mutação não implica que o indivíduo vá desenvolver o tumor obrigatoriamente, apenas que tem uma predisposição maior para isso."As doenças e as atividades normais do organismo são resultado de uma interação entre o patrimônio genético e o ambiente", explica o professor Marco Antonio Zago, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. É errado, portanto, pensar que o genoma tem poder de vida ou morte sobre as pessoas. Mesmo no caso de doenças causadas por anomalias genéticas já estabelecidas, como a hipertensão e a diabete, o controle de fatores como alimentação e a prática de exercícios pode controlar e até evitar a expressão clínica da enfermidade. "Uma doença determinada geneticamente pode ter gravidade diferente por causa de interações com outros fatores genéticos e ambientais", disse Zago, que coordena o Centro de Terapia Celular da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).Mais informações sobre biotecnologia

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