‘Sou religioso, me respeite’, diz Russomano

Candidato do PRB à Prefeitura São Paulo vai à missa e pede respeito ao ser questionado sobre o fato de religião ter virado tema político

Ricardo Chapola, de O Estado de S. Paulo,

09 de setembro de 2012 | 19h53

O candidato do PRB à Prefeitura São Paulo, Celso Russomanno, exigiu respeito após ser questionado neste domingo, 9, sobre o fato de religião ter virado tema político enquanto a legislação trata o Estado como laico.

"Eu sou religioso, me respeite. Por favor, me respeite como religioso. Eu sou uma pessoa religiosa e acho que cada porta aberta onde existe uma religião é importante para o ser humano", disparou antes de assistir à missa na Paróquia Assunção de Nossa Senhora, no centro São Paulo.

Cada vez que é perguntado sobre o tema, Russomanno mostra que já está vacinado contra o rótulo de ser o candidato da Universal. Diz que fica feliz com o apoio de todas as igrejas e que continuará frequentando todas elas. Ele afirmou já ter visitado de terreiros de umbanda a mesquitas.

Ele também desconversou quando foi perguntado sobre sua equipe ter sido flagrada usando um templo da Igreja Universal, na zona sul, como um comitê improvisado, segundo matéria feita pela Folha de S. Paulo.

Surpresa

Quando soube da ida do candidato do PRB à missa, a assessoria de imprensa da Paróquia Assunção de Nossa Senhora disse ter sido surpreendida e falou até de certa irritação do padre Juarez com a suposta visita desavisada de Russomanno. A equipe de campanha disse ter avisado o padre, que negou ter ficado bravo.

"Estava na agenda dele. Não foi nada de surpresa, ou de pegar de surpresa. O assessor dele já tinha falado. É muito bem vindo. Uma coisa é a propaganda que é feita através dos meios de comunicação, outra coisa é o contato com as pessoas", afirmou o padre.

Ao abrir a cerimônia, o padre apenas anunciou a presença de Russomanno e disse que sua ida à igreja não se tratava de campanha. Ele disse que espera receber também os outros candidatos.

Apesar disso, padre Juarez não descartou a importância política das igrejas.

"A igreja tem que ter uma consciência política, de conduzir os fiéis para que possam ter mais consciência ao votar. Nem é permitido pela lei eleitoral que se faça campanha política nos templos. A gente não pode instrumentalizar a missa, o culto para que seja direcionado a um ou outro candidato. Seria violentar a a consciência das pessoas".

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