SOS Amazônia não condena controle a ONGs, mas faz alertas

'Se o controle reduzir ou impedir a entrada de recursos estrangeiros, isto será um retrocesso", afirma diretora

Cláudia Ribeiro, do estadão.com.br,

23 de abril de 2008 | 21h32

A organização não governamental SOS Amazônia está entre as que podem ser afetadas, caso o governo leve adiante a idéia de impor a necessidade de autorização do Ministério da Defesa, além de cadastro e autorização prévia, para estrangeiros, ONGs e instituições similares estrangeiras atuarem na Amazônia legal. Apesar de ser uma entidade brasileira, a SOS Amazônia recebe recursos de entidades internacionais e, por isso, pode passar a ser fiscalizada pelo governo. Veja também:Ouça áudio com a íntegra da entrevista  Enquete: Você apóia a restrição das ONGs internacionais na Amazônia?  Especial: Amazônia - Grandes reportagens   Para a diretora financeira da ONG, Kelly Gouveia, um controle maior do governo não é visto como uma mudança negativa, mas pode passar a ser, dependendo da forma como os órgãos públicos vão estabelecer este controle. "Fiscalizar e criar uma lei específica para as ONGs é até uma atitude construtiva, mas, se o controle reduzir ou impedir a entrada de recursos estrangeiros, isto será um retrocesso", afirma Kelly. A diretora explica que, para receber a ajuda de estrangeiros, a organização prepara um projeto e apresenta a órgãos internacionais. "Eles avaliam o interesse, mas, no nosso caso, é a própria SOS Amazônia quem estabelece as prioridades e o destino que será dados aos recursos e pesquisas".  A SOS Amazônia foi fundada há 20 anos e seus objetivos estão relacionados às agressões à Floresta Amazônica, ao movimento de resistência dos seringueiros aos desmatamentos das florestas no Acre e à formação da opinião pública que valorize a conservação e a preservação ambiental.

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