Sorteios causaram danos à dinâmica

ANÁLISE DE TV: Cristina Padiglione

O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2014 | 02h00

Sortear candidato que pergunta e candidato que responde, como ocorreu ontem, é método capaz de derrubar aqueles duetos combinados para prejudicar um terceiro concorrente. Mas também reduz em larga escala as chances de um 'tiroteio' mais acirrado, o que costuma ocorrer entre os participantes mais bem cotados nas pesquisas de intenção de voto - desde que eles possam escolher seus alvos. Com isso, a temperatura se arrefeceu e o programa perdeu o pouco da dinâmica que o gênero ainda poderia preservar nos engessados moldes atuais. A cada vez que o âncora, Rodolfo Gamberini, vasculhava a urna para o sorteio, uma pausa constrangedora se impunha. E o tempo exíguo para que os candidatos explicitassem suas questões fez da frase "seu tempo está esgotado" o mantra da noite.

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