Sorocaba tem caso suspeito de morte pelo Celobar

O ajudante-geral Marco Antônio de Barros, de 50 anos, que morreu dia 30 de abril deste ano no Hospital Modelo em Sorocaba (SP), pode ser a primeira vítima do constraste radiológico Celobar na cidade. Cinco dias antes ele tinha sido submetido a uma radiografia do estômago na qual foi usado o medicamento de um lote fornecido pelo Laboratório Enila, do Rio de Janeiro. A morte tinha sido atribuída a causa indefinida.A família decidiu investigar os procedimentos depois de ter sido alertada por um parente médico da possibilidade de contaminação. Segundo os familiares, Barros foi submetido a uma cirurgia de estômago em dezembro do ano passado. Em abril deste ano, sentindo náuseas e tontura, foi levado de volta ao hospital. Como havia sofrido uma cirurgia recente, os médicos optaram por pedir uma radiografia do local operado.Para isso, o paciente foi levado a uma clínica especializada. A família apurou que a droga usada no contraste era o Celobar. Como em seguida surgiram as denúncias de contaminação, o lote do medicamento foi recolhido. Na semana passada, os familiares de Barros procuraram a polícia.Só hoje o caso foi encaminhado ao delegado Mário Pavoni, do 5º Distrito Policial. Ele vai ouvir os familiares e funcionários da clínica para verificar se há indícios de homicídio culposo. O delegado vai requisitar as fichas médicas da vítima. O hospital e a clínica se eximiram de responsabilidade, pois até então não se sabia da adulteração do medicamento.

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