Soninha pode acionar Levy por chamá-la de maconheira

A candidata do PPS à Prefeitura de São Paulo Soninha Francine rebateu, nesta sexta-feira, 17, as críticas feitas por Levy Fidelix (PRTB) e disse que pretende entrar na Justiça contra o candidato por injúria e difamação. Na série Entrevista Estadão, transmitida ao vivo pelo portal estadão.com.br, Fidelix criticou o fato de ser chamado poucas vezes a dar entrevistas e emendou "A maconheira pode, o Levy não pode". Para Soninha, além de ser um deturpação de sua opinião, é "uma agressão completamente sem cabimento".

FLÁVIA DANGELO, Agência Estado

17 de agosto de 2012 | 21h09

Soninha conta que não usa mais maconha desde que assumiu o budismo como religião. "Mesmo sendo raro o uso, e sempre foi, eu reconheci que não era certo". Para ela, que se classifica como um alvo fácil, além de ser um assunto de risco para os políticos, "a chance de sua opinião ser deturpada é grande haja vista o que o Levy fez".

De acordo com ela, esse tipo de agressão é ruim para a discussão, para a sociedade e para a campanha eleitoral. "O tema em si é delicado e cercado de tabus. Muitas outras coisas são discutidas abertamente como pena de morte, por exemplo. Ninguém fica horrorizado quando alguém defende a pena de morte", argumentou.

Soninha defende a legalização da maconha. Para ela, é preciso discutir o assunto do ponto de vista social, já que o atual modelo de comercialização pelo crime organizado gera violência e dá poder de corrupção a eles. "Entrei na política para defender o que eu acho que é melhor para a sociedade, eu não fujo", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
eleições 2012SPSoninhaLevy Fidelix

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.