Gisele Pimenta/Framephoto
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Somente o cuidador da piscina estava na casa de Palocci quando a PF chegou

Com caminhonete descaracterizada, agentes bateram à porta do ex-ministro às 6h30 desta segunda-feira, 26

Rene Moreira, Especial para O Estado

26 de setembro de 2016 | 16h32

RIBEIRÃO PRETO - Antes de Antônio Palocci Filho ser preso na manhã desta segunda-feira, 26, em São Paulo, agentes da Polícia Federal bateram logo cedo na casa do ex-ministro, no bairro Lagoinha, em Ribeirão Preto (SP), mas se depararam apenas com o cuidador da piscina, Cleiton Fernandes, no local. Ele contou que vai duas vezes por semana ao imóvel, às segundas e quartas-feiras, apenas para tomar conta da área de lazer.

A residência foi o único local com mandado de busca e apreensão nesta fase da Operação Lava Jato. Localizado na Rua Armando Tarozo, na zona leste da cidade, o imóvel estaria vazio já há algum tempo. De acordo com o piscineiro, dificilmente o ex-ministro era visto por lá. 

Palocci foi preso na capital, enquanto sua casa era alvo de busca e apreensão em Ribeirão. Os agentes estavam em uma caminhonete preta descaracterizada para não chamarem atenção e chegaram por volta das 6h30. Posteriormente, um advogado do ex-ministro foi ao imóvel e acompanhou o trabalho dos policiais.

Três agentes participaram da revista na residência, tendo ficado no local por mais de três horas, vindo a sair por volta das 10h. Eles não falaram com a imprensa, mas foram embora levando nas mãos malotes e pastas, aparentemente com documentos. 

Palocci foi prefeito de Ribeirão Preto por duas vezes antes de virar ministro nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Para a PF, no governo federal, ele teria atuado para intermediar acordos fraudulentos com empreiteiras e obter recursos.

Abandono. O imóvel revistado pela PF já serviu de moradia para Palocci e familiares, mas estaria sem moradores há anos. "Dificilmente vejo alguém por aqui, o único que aparece toda semana é o caseiro", contou um dos moradores próximo ao imóvel.

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